No filme A Vida de Chuck, baseado na obra de Stephen King, a matemática aparece apresentada pelo avô de Chuck, um contador apaixonado por números, como uma linguagem capaz de revelar destinos. Ele apresenta entusiasmadamente para o neto, ainda um adolescente, uma área da matemática, Estatística e probabilidade, que seria capaz de indicar os caminhos possíveis para a vida do jovem: sucesso, fracasso, genialidade.
Prever o futuro talvez seja uma das maiores obsessões da humanidade. Das profecias do oráculo de Delfos às equações de probabilidade, o desejo de antecipar o amanhã sempre nos acompanhou. Esse desejo ganhou um novo instrumento: a inteligência artificial, que é, em essência, um motor preditivo. A inteligência artificial aprende padrões do passado para inferir o que vem a seguir.
Desde 2022, com a popularização da IA Generativa, o debate sobre o futuro das profissões se intensificou. E para a Ciência de Dados, com as ferramentas de IA adequadas, já conseguimos automatizar partes significativas do pipeline de dados: limpeza, feature engineering, geração de código e até os relatórios executivos. A pergunta que não sai da cabeça de quem trabalha ou quer trabalhar com dados é direta: o que o mercado vai querer de mim daqui a cinco anos? Ou em dois anos?